Polícia soluciona latrocínio de colecionador de armas que ocorreu no interior de Paula Freitas. A vítima foi torturada antes de morrer

Na tarde desta sexta-feira a Polícia Civil de União da Vitória, sob o comando do delegado Douglas Carlos de Possebon e Freitas, solucionou o crime de latrocínio que aconteceu no interior de Paula Freitas na região da Colônia dos Macacos, em 13 de abril deste ano, oportunidade em que criminosos tiraram a vida de um idoso militar da reserva para roubar várias armas que estavam guardadas na propriedade. O falecido era colecionador e participava ativamente de um clube de tiro da região.

 

Segundo foi apurado, a pessoa de E.S. foi contratada para realizar o corte de erva-mate na propriedade da vítima, onde acabou encontrando em um tambor escondido na vegetação um revólver, tendo-o furtado. Em seguida, descobriu a existência de várias outras armas escondidas em baldes contendo óleo.

 

De posse de tal informação, E.S. contou aos seus comparsas J.F.S.T., C.N.V. e J.E.W.M. (menor de idade), sobre a localização das armas e todos passaram a tramar o assassinato da vítima M.L.S. para roubar o arsenal e municiar um grupo criminoso atuante na região visando a prática de inúmeros outros crimes. Em 13 de abril o grupo criminoso se dirigiu até a propriedade da vítima, amarrando-a e tirando a sua vida com golpes de tijolo de mais de 2kg, ordenando que informasse onde estariam guardadas todas as suas armas de fogo.

 

O Ministério Público já ofereceu denúncia contra os indivíduos, os quais estão sendo processados por latrocínio, furto qualificado, associação criminosa e corrupção de menores. As penas podem ultrapassar trinta anos de cadeia.

 

O advogado Thiers Andregotti, que teve seu nome ligado a absolvições em casos de repercussão na região nos últimos tempos, desta vez assumiu este caso como assistente de acusação, tendo respondido à reportagem: “Diferente do que acontece em processos de homicídio que são levados ao júri, o latrocínio, por ter como motivação principal a ganância, ou seja, o ato de matar para roubar, além de ser a forma mais repulsiva de tirar a vida de uma pessoa, é tido como crime contra o patrimônio e por esta razão será julgado pelo Juiz de Direito. Neste caso existem fortes evidências sobre a participação dos suspeitos na empreitada criminosa, de modo que estaremos atuando de maneira incisiva para a total responsabilização dos envolvidos”.

 

A Polícia recuperou armas, veículo e outros objetos roubados da vítima e dois dos criminosos foram presos e estão à disposição da Justiça.

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